<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491</id><updated>2012-02-16T05:04:48.755-02:00</updated><category term='Devaneios'/><category term='Crônicas'/><category term='Tolas confissões...'/><category term='Poesias'/><title type='text'>Maria Maria</title><subtitle type='html'>Pensamentos e divagações</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-5371669380683853942</id><published>2010-12-07T14:05:00.003-02:00</published><updated>2010-12-07T14:12:50.886-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Filha minha, guarde as minhas palavras e conserve dentro de ti os meus mandamentos. Guarde os meus mandamentos e viva; e guarde a minha lei, como a menina dos teus olhos. Amarre-a aos dedos, escreve-a na tábua do seu coração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diga à Sabedoria: Você é minha irmã; e ao Entendimento chama seu parente, para te guardarem do homem sedutor, do estranho que lisonjeia com palavras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque da janela da minha casa, por minhas grades, olhando eu, vi entre os simples, descobri entre as jovens uma que era sem juízo, que ia e vinha pela rua junto à esquina do homem estranho e seguia para o caminho da sua casa, à tarde do dia, no crepúsculo, na escuridão da noite, nas trevas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eis que o homem lhe saiu ao encontro, com vestes de caçador e malícia no coração. Estava alvoroçado e irriquieto, seus pés não paravam em casa. Foi para fora, e depois para as ruas, nas praças, espreitando por todos os cantos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aproximou-se da jovem, e a abraçou e a beijou. Então, com um olhar atrevido, disse:&lt;br /&gt;— Sacrifícios eu tinha que fazer, paguei hoje os meus votos, encerrei meus compromissos. Por isso saí procurando por você. Eu queria encontrá-la, e te achei! Já forrei a minha cama com lençóis de linho colorido do Egito e a perfumei com mirra, aloés e flor de canela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Venha, embriaguemo-nos com as delícias do amor a noite toda. Passaremos momentos felizes nos braços um do outro. Porque minha mulher não está em casa, saiu de viagem para longe, só volta no dia marcado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, a seduziu com palavras muito suaves e a persuadiu com as belas palavras dos seus lábios. E ela caiu na sua conversa. Logo o seguiu, como um animal que corre para a armadilha, e como vai o insensato para o castigo das prisões. Até que a flecha lhe atravesse o coração, ou como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, minha filha, escute! Preste atenção no que vou lhe dizer. Não deixe que um homem como esse ganhe o seu coração; não ande atrás dele. Pois ele tem sido a desgraça de muitas mulheres e tem causado a morte de tantas, que nem dá para contar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A casa dele é caminho para a sepultura e desce para as câmaras da morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Por Rei Salomão, em Provérbios 7 (adaptado)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-5371669380683853942?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/5371669380683853942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=5371669380683853942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/5371669380683853942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/5371669380683853942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2010/12/quem-tem-ouvidos-para-ouvir-ouca.html' title='Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-3787994345133165909</id><published>2010-07-23T13:44:00.002-03:00</published><updated>2010-07-23T13:51:21.194-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Devaneios'/><title type='text'>Por amor</title><content type='html'>Faz tanto tempo, mas não esqueci&lt;br /&gt;O Teu carinho tão grande por mim&lt;br /&gt;Eu sei que um dia eu quis Te esquecer&lt;br /&gt;Outros caminhos eu quis percorrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a gente pensa que vai ser feliz&lt;br /&gt;Que para tudo há uma solução&lt;br /&gt;Mas solução não existe sem Ti&lt;br /&gt;Preenche agora o meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por amor, Teu amor&lt;br /&gt;Modificou o meu viver&lt;br /&gt;O meu ser, Teu poder&lt;br /&gt;Iluminou o meu olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céu e mar, Teu querer&lt;br /&gt;É tanto bem querer pra mim&lt;br /&gt;Eu sei que não mereço&lt;br /&gt;Mais tu és amor,&lt;br /&gt;Amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Kim)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-3787994345133165909?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/3787994345133165909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=3787994345133165909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/3787994345133165909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/3787994345133165909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2010/07/por-amor.html' title='Por amor'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-8347309895369535400</id><published>2010-07-14T11:29:00.003-03:00</published><updated>2010-07-14T11:34:29.862-03:00</updated><title type='text'>Glória a Deusss!!!</title><content type='html'>O ano já está no meio e vem hoje minha primeira postagem de 2010, hahaha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantas novidades que nem vem ao caso listá-las... mas o fato é que a poesia e a crônica estão de férias por tempo indeterminado. Meus textos têm sido exclusivamente os de trabalho, e quanto trabalho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma das novidades: concursada, ralando pakas e muito feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória a Deus!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-8347309895369535400?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/8347309895369535400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=8347309895369535400' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/8347309895369535400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/8347309895369535400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2010/07/gloria-deusss.html' title='Glória a Deusss!!!'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-3588041038140279917</id><published>2009-03-28T17:15:00.003-03:00</published><updated>2009-03-28T17:26:59.342-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tolas confissões...'/><title type='text'>Divagando...</title><content type='html'>Querido diário,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem certas coisas que a gente precisa abrir mão que nos são tão doloridas...&lt;br /&gt;Podia ser mais simples, tipo assistir TV: aperta um botão, muda de canal. Uma lógica simples e rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que eu ando triste e mais sozinha que o normal. As coisas me parecem tão sem sentido, trabalhar, estudar, dormir, acordar... tudo meio automático e sem graça... tudo meio opaco, embassado e sem gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papai do Céu, cuide do Minho, cuide como só o Senhor pode cuidar, faça dele seu, porque não é mais meu e já não posso fazer mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-3588041038140279917?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/3588041038140279917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=3588041038140279917' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/3588041038140279917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/3588041038140279917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2009/03/divagando.html' title='Divagando...'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-7598165708394086732</id><published>2009-02-14T15:06:00.000-02:00</published><updated>2009-02-14T15:07:16.683-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Esqueça</title><content type='html'>O silêncio esmaga o corpo imóvel&lt;br /&gt;E se... E se? Não dá; é óbvio&lt;br /&gt;Corpo jogado na cama&lt;br /&gt;Sensação de dormência consome&lt;br /&gt;Escondo o que sinto na lama&lt;br /&gt;Afundo, inflama, derrama&lt;br /&gt;Tristeza não some&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar fixo no teto branco, espanto&lt;br /&gt;Entreaberta a boca sem gosto, desgosto&lt;br /&gt;Escorrem quentes e salgadas lágrimas, magmas&lt;br /&gt;Tudo quieto menos o pensamento, lamento&lt;br /&gt;Respiração tão pesada que sufoca, importa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais para na cabeça&lt;br /&gt;Desenho, cogito, reflito, vou e volto&lt;br /&gt;Não quero – revolto – me esqueça!&lt;br /&gt;Sem contento agora me rendo&lt;br /&gt;Riso por fora&lt;br /&gt;Por dentro sofrendo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-7598165708394086732?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/7598165708394086732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=7598165708394086732' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/7598165708394086732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/7598165708394086732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2009/02/esqueca.html' title='Esqueça'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-4296277620461872486</id><published>2009-02-12T11:06:00.003-02:00</published><updated>2009-02-13T18:49:41.166-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Nas nuvens</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SZXbpykvNXI/AAAAAAAAAEA/nVJK_ox_2hg/s1600-h/sky.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302385647295608178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 245px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SZXbpykvNXI/AAAAAAAAAEA/nVJK_ox_2hg/s400/sky.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece um casco de tartaruga com pernas de coelho, rabo de cachorro e cabeça de passarinho. Parece. Mas é uma nuvem esparramada de qualquer jeito nesse céu de azul estonteante. Ao lado dela tem várias outras nuvens esparramadas, com formatos doidos, que eu não sei dizer com que se parecem, porque não tenho muita imaginação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensando bem, nem posso reclamar da minha imaginação, porque nos últimos tempos ela sonhou vários tipos diferentes de finais felizes com ele. Mas se fosse um filme, só o fato de ser final feliz já seria um indicativo de pouca criatividade, sinônimo de clichê. &lt;em&gt;Cult&lt;/em&gt; é ter um final mirabolante, próximo da realidade e de preferência difícil de compreender, daqueles que você volta para casa pensando o que aquilo quis dizer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que geralmente não querem dizer nada, não. É que eu não sou &lt;em&gt;cult&lt;/em&gt;. Sou clichê, romântica, previsível e sem imaginação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na última noite que nos falamos estava frio lá fora e cheio de nuvens escuras, bem diferentes dessas aqui. Depois que me despedi, fechei os olhos esperando o beijo que não veio. Esperei, esperei, até adormecer. Depois que eu dormi, ele apagou a luz, virou as costas e saiu. Não reparei se esqueceu a porta aberta, mas sei que não vai voltar; foi o fim. Pena que não foi um final feliz. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-4296277620461872486?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/4296277620461872486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=4296277620461872486' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4296277620461872486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4296277620461872486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2009/02/nas-nuvens.html' title='Nas nuvens'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SZXbpykvNXI/AAAAAAAAAEA/nVJK_ox_2hg/s72-c/sky.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-5773006669367790189</id><published>2009-02-08T18:29:00.003-02:00</published><updated>2009-02-08T18:52:23.248-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Quimera</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu voltava pra casa trazendo em mãos um livro de Rubem Braga que acabara de pegar emprestado. Entrei no ônibus e procurei um lugar na janela. Gosto de sentar na janela porque a viagem se torna menos demorada e tediosa quando olho o movimento de fora, e o pensamento vai voando junto com a paisagem que fica para trás. Nos últimos dias sempre voava pra junto dele, aquecia meu coração e às vezes me fazia rir sozinha, mas hoje não seria assim e eu não quis pensar em nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então abri o livro e comecei a folhear ao acaso, procurando alguma história para me distrair. Li sobre homens e borboletas até me deparar com uma crônica chamada “Os amantes”. Meus olhos correram aquelas páginas sem grandes expectativas, pensei até ser alguma história que eu já conhecia, mas na verdade falava de dois amantes que se isolaram do resto do mundo por oito dias, dentro de um apartamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas vezes, em seu texto, Braga diz que só conta a verdade, mas ainda acho difícil acreditar que duas pessoas pudessem passar oito dias sem ver a luz lá de fora, desligados de tempo e espaço, sem mais provisões, vivendo literalmente de amor. Terminei e imediatamente voltei ao início do texto para ler novamente aquela história, e recriar na minha mente cada imagem como em um filme. Aqueles dois corpos na penumbra, se movendo em sombras, fugindo do mundo real.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrei que uns dias atrás eu planejava passar exatos oito dias ao lado dele. E pensei que, dependendo da companhia, oito dias são quase nada. Consegui, então, entender a necessidade daquele casal da história, de aproveitar cada minuto com a outra pessoa, de decorar seus passos, de esquecer todo o mundo que se põe contra aquela união, todos que querem invadir com coisas medíocres aqueles doces momentos. O silêncio e a penumbra eram as armas que usavam para enganar os inimigos lá de fora e fazê-los se esquecerem que havia alguém escondido ali. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Engraçado que o narrador fica indignado com seus inimigos, que não deixam o casal em paz por dois ou três dias, mas ele conta que estavam no oitavo dia, já fracos pela falta de luz e mantimentos. Parece que os oito dias, aos olhos dos amantes, foram duas curtas noites de sonho. Mas no meu caso o sonho é aqui. Ao lado dele seria a verdade, o real, mas aqui é apenas sonho e sonho impossível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Insisto que a crônica me pareceu uma história irreal, talvez tão irreal quanto a minha, apesar da sinceridade que Braga diz cultivar. Aqueles oito dias, que pareciam dois ou três, não existiram, como não existiriam os meus oito dias. Talvez os amantes tenham ficado juntos apenas por um breve momento, antes que seus sonhos fossem perturbados pelas luzes ofuscantes do dia quente e pelos estranhos invadindo o apartamento e pelo carteiro e pelo telefone que exigia ser atendido. Ele queria que tivesse sido mais, eu queria que tivesse sido, pelo menos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meus pensamentos estavam imersos na escuridão daquele apartamento narrado na história, imaginando que nós éramos aquele casal louco, escondido do mundo, aproveitando cada segundo ao lado um do outro, em silêncio. E quando a história acabou de novo e eles estavam diante da luz do dia, invadidos pelo mundo real, eu levantei os olhos e tive dificuldade de reconhecer que a minha parada estava próxima. A luz ainda incomodava meus olhos, quando corri para a porta de saída do ônibus e desci rapidamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo aqui fora também me invadiu de forma cruel. O sol de meio dia, o calor, o chão duro e árido. Tudo me parecia estranho, intolerável, mas tristemente real. Tão real quanto a falta que ele me faz, quanto os pensamentos que evito, mas que não saem de mim, quanto a distância até minha casa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300527452168030882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SY9BomSuiqI/AAAAAAAAAD4/getCVAVNz-M/s320/casal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-5773006669367790189?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/5773006669367790189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=5773006669367790189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/5773006669367790189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/5773006669367790189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2009/02/minha-quimera.html' title='Quimera'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SY9BomSuiqI/AAAAAAAAAD4/getCVAVNz-M/s72-c/casal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-8559774366863515574</id><published>2009-01-30T15:51:00.005-02:00</published><updated>2009-01-30T23:11:12.281-02:00</updated><title type='text'>Devaneios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SYNIjbar3UI/AAAAAAAAADo/2tlRfO1nLbE/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297157360210140482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 361px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SYNIjbar3UI/AAAAAAAAADo/2tlRfO1nLbE/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Férias, início de um novo ano... passei os últimos dias pensando e rabiscando e juntando palavras boas para colocar um texto bem alegre como primeiro post de 2009. Acho que o início de um ano merece uma homenagem feliz, como se isso fosse me fazer também feliz, sabe. É claro que eu sei que isso não seria determinado por um recado aqui nesta página... mas não custava nada exaltar a alegria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Isso é o que eu pensava, porque custou e não saiu. Está chegando o fim do mês e eu não consegui escrever nada alegre para publicar aqui. Não que eu esteja triste, é que escrever algo significativo ou pelo menos que tenha em si algo minimamente apreciável (nem que seja por mim mesma, apenas), não é assim tão simples para mim. Elaborar a coisa certa a se dizer e da forma certa de expressar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que já deu pra perceber que não é o caso desse texto que largo agora, aqui, como meu primeiro post. Não é poema, não é crônica, não é conto, não é nada. Não tem nada de muito alegre, nem de elaborado e acho que também não tem nada de triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reforço mais uma vez que não estou triste. Tem dentro de mim uma enorme alegria em forma de potência, doidinha doidinha para se tornar ato. Mas, de acordo com as regras da física - que na verdade eu não conheço bem, então desculpe se eu estiver falando alguma besteira -, precisa de uma pequena força para que isso aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então lembrei de uma frase "alegria é a melhor coisa que existe", e depois lembrei desta música e acho que ela diz muito do que eu gostaria de dizer nesse meu momento de fim de mês de janeiro. Não diz tudo, claro, até porque se em mim não há alegria, nem tristeza, nem poesia, nem beleza, nem boemia, e essa música tem um pouquinho de cada na dose certa, talvez ela diga é muita coisa que eu não poderia nem querer dizer agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ih, acho que já tô começando a delirar... é o samba que às vezes me deixa assim, molinha e avoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É melhor ser alegre que ser triste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegria é a melhor coisa que existe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim como a luz no coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pra fazer um samba um samba com beleza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso um bocado de tristeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão não se faz um samba, não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão é como amar uma mulher só linda; e daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa que sente saudade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um molejo de amor machucado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para ser só perdão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer samba não é contar piada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem faz samba assim não é de nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom samba é uma forma de oração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o samba é a tristeza que balança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a tristeza tem sempre uma esperança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um dia não ser mais triste não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponha um pouco de amor numa cadência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai ver que ninguém no mundo vence&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza que tem um samba não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o samba nasceu lá na Bahia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se hoje ele é branco na poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje ele é branco na poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é negro demais no coração"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Samba da bênção, Vinícius de Moraes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-8559774366863515574?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/8559774366863515574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=8559774366863515574' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/8559774366863515574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/8559774366863515574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2009/01/devaneios.html' title='Devaneios'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SYNIjbar3UI/AAAAAAAAADo/2tlRfO1nLbE/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-7216972530098811929</id><published>2008-12-28T13:32:00.005-02:00</published><updated>2008-12-28T14:04:09.471-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Maria Maria</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SVejI4Wa5JI/AAAAAAAAADg/mBn54roNCQY/s1600-h/joaocabral3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284872060703270034" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 190px; CURSOR: hand; HEIGHT: 187px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SVejI4Wa5JI/AAAAAAAAADg/mBn54roNCQY/s320/joaocabral3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SVegNBJjQOI/AAAAAAAAADY/mCTBrSZenzw/s1600-h/joaocabral3_g-791278.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O meu nome é Maria&lt;br /&gt;se tenho outro de pia&lt;br /&gt;pouco diz a meu respeito&lt;br /&gt;que não passo de guria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Nada tenho com a Santa&lt;br /&gt;coisa que eu até queria&lt;br /&gt;Sou apenas mulher-moça&lt;br /&gt;como é qualquer maria&lt;br /&gt;olhos vivos serenados&lt;br /&gt;coração com avaria&lt;br /&gt;peito cheio de amores&lt;br /&gt;mão que agarra alegria&lt;br /&gt;jeito mesmo de outras moças&lt;br /&gt;igual em tudo na vida&lt;br /&gt;muitos sonhos e temores&lt;br /&gt;muita história dolorida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a vida pede passagem&lt;br /&gt;pra quem vai e pra quem fica&lt;br /&gt;não lamento mais que luto&lt;br /&gt;aprendo e mudo a cada dia&lt;br /&gt;Sou uma, mas sou muitas&lt;br /&gt;sem deixar de ser Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E convido a me acompanhar&lt;br /&gt;Nessa estrada que me guia&lt;br /&gt;Terra seca e batida&lt;br /&gt;Em que ando noite e dia&lt;br /&gt;E para que melhor conheçam&lt;br /&gt;E me façam o gracejo&lt;br /&gt;De acompanhar a vida minha&lt;br /&gt;passo a ser Maria Maria&lt;br /&gt;que em vossa presença caminha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Homenagem a João Cabral de Melo Neto, eterna inspiração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Diândria Daia, Outubro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-7216972530098811929?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/7216972530098811929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=7216972530098811929' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/7216972530098811929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/7216972530098811929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/12/maria-maria.html' title='Maria Maria'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SVejI4Wa5JI/AAAAAAAAADg/mBn54roNCQY/s72-c/joaocabral3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-3146485118458334529</id><published>2008-12-17T03:09:00.003-02:00</published><updated>2008-12-17T03:25:25.893-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Carta de desamor</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chega. Cansei de ser o homem afoito que cerca a virgem mocinha. Tantas vezes você me disse que é egoísta, que pensa primeiro em você, no seu trabalho, que não serve para amar... Todas as vezes fingi não entender o recado, fingi não entender que eu não sirvo para ser o seu amor. Mas essa noite um lampejo de lucidez - ou de loucura extrema, não sei distinguir - clareou meus pensamentos. Não quero mais correr e não alcançar. Isso não tem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me que, quando criança, morei numa vila chamada Telebrasília, próxima à L2 sul, numa casa simples de quintal enorme. Havia um descampado atrás da minha casa e muitas casinhas de madeira na rua abaixo à esquerda, e eu vi o arco-íris. Ele brilhava mais que em outros dias e estava tão grande e tão perto que eu tinha certeza que poderia tocá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma chuva fina que logo foi cessando e eu saí de casa correndo, disposta a tocar a ponta do arco-íris. Ele parecia estar bem ali, detrás das casinhas descendo à esquerda. E eu corri. Ele ficou ainda mais perto, mas eu tinha me enganado, ele estava mais abaixo um pouco das casinhas. Contornei a rua e quando ceguei lá, ele continuava lindo e brilhante, mas estava na parte mais embaixo ainda, e eu corri mais e mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando achei que estava bem perto, o arco-íris ficou mais claro, mudou de posição, dava para o lado do descampado. Meu primeiro ímpeto foi continuar correndo, mas me dei conta de quão distante estava da minha casa. Tive medo, vi que aquilo não teria fim, eu jamais poderia tocá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você é assim; a ponta do meu arco-íris. Então basta! Agora eu serei a egoísta, eu é que vou me preocupar primeiro comigo, meu emprego, meus estudos, minhas coisas. Vou guardar meu coração. Nem mesmo seu jogo de cores pode me enganar mais uma vez, aprendi a ler seus sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explodam com todos os tesouros, fadas ou lendas além do arco-íris, porque prefiro o calor verdadeiro que o sol me causa e prefiro o céu de imenso azul e prefiro o frescor das chuvas. Mas não se espante comigo, aproveite o seu domingo para se recuperar e a sua segunda-feira para recomeçar. Pode ser que muitas coisas boas te esperem; eu, não mais.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SUiNJr-ggjI/AAAAAAAAADQ/NLfhe7-wCtU/s1600-h/arco_iris.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280625760655147570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 112px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SUiNJr-ggjI/AAAAAAAAADQ/NLfhe7-wCtU/s200/arco_iris.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Diândria Daia, Dezembro de 2008&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-3146485118458334529?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/3146485118458334529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=3146485118458334529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/3146485118458334529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/3146485118458334529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/12/carta-de-desamor.html' title='Carta de desamor'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SUiNJr-ggjI/AAAAAAAAADQ/NLfhe7-wCtU/s72-c/arco_iris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-4017761878773893417</id><published>2008-12-07T18:02:00.002-02:00</published><updated>2008-12-07T18:13:27.768-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>O cachorro do vizinho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Há três anos moro na mesma rua, mas tenho pouco contato com os vizinhos e nenhum amigo por aqui. A gente inventa desculpas, diz que é falta de tempo ou os desencontros de horário, mas a verdade é que nem sempre queremos dar intimidade àqueles que, por força da localização, já vigiam nossos passos diários e sabem da nossa vida antes mesmo de contarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Muitos dos meus vizinhos têm cachorros, a maioria cães de guarda. Além dos altos muros, portões, grades e cercas elétricas, algumas casas chegam a ter mais de um cachorro. Então, se desço a rua um pouco mais perto dos portões ou se faço algum barulho ou movimento brusco, é um coral canino enlouquecido que me acompanha portão a portão até eu chegar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ainda que alguns vizinhos ignorem a minha existência ou mesmo finjam não me ver subindo ou descendo a rua todos os dias, seus cachorros sempre me cumprimentam. No início era somente hostilidade e eu os temia mesmo presos às suas correntes. Mas com o tempo, acho que eles já me reconhecem e, mesmo no latido mais bravo, já sinto certa familiaridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mesmo que seja a terceira ou quarta vez que me vêem no dia, eles me recebem com o mesmo alvoroço de horas atrás. Alguns, eu já cumprimento pelo nome, embora não faça idéia de como o seu dono se chama. Outros, eu mesma invento apelido, como o Rouco, um Rottweiler preto e muito bravo que tinha um rosnado grosso e um latido rouco. Mas ele se mudou da rua há alguns meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Tem um certo cachorro que me provoca broncas e risadas. O leitor me desculpe a ignorância, mas não sei bem como o dono escreve o nome de seu amigo. Vou chamá-lo do mesmo jeito que eu ouço pelo portão: É o Piti, um cão de alarme – muitas casas também têm cães desse tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O Piti sempre me dá um enorme susto quando passo distraída em frente ao seu portão. O pior é que a Safira, uma do tipo Pastor Alemão, mora bem em frente ao tal cãozinho, então, automaticamente eu vou caminhando do lado oposto da calçada dela, para frente do portão do Piti. E sempre distraída. Não dá outra... o portão é discreto e o Piti é pequeno e astuto, só late quando eu estou bem pertinho dele, que é pra me surpreender melhor. Tem dia que saio xingando, tem dia que saio sorrindo de mim mesma, por cair na mesma armadilha de novo. Acho que ele se diverte com isso, só pode. E é um latido fino, alto e estridente, que me faz dar um pulo gigante de susto, toda vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Só que nos últimos dias o Piti anda sumido. Há tempos não late, não me assusta. Primeiro estranhei o silêncio do portão, depois achei bom, mas agora... Será que ele se mudou, adoeceu ou só resolveu me deixar em paz? Puxa, não é que ando sentindo falta do cachorro do vizinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diândria Daia, Dezembro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-4017761878773893417?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/4017761878773893417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=4017761878773893417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4017761878773893417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4017761878773893417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/12/o-cachorro-do-vizinho.html' title='O cachorro do vizinho'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-4665188643588148391</id><published>2008-12-02T09:43:00.002-02:00</published><updated>2008-12-02T09:46:07.387-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Aquarelas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele não quer ir para o céu. Não sei se não quer ir pro mesmo céu que eu vou ou se não acredita em céu nenhum. Ou se é um homem mal e quer ir a qualquer lugar. Eu quero ir para o céu. E hoje que o céu está especialmente bonito. Despiu-se do azul tradicional e enrubesceu pelos raios do sol poente. Nem as nuvens carrancudas de chuva puderam escapar da linda aquarela pintada pelos raios de sol. O céu está claro, mesmo com nuvens escuras tem traços brancos e cinzas pincelados de rosa e amarelo... e brilha... juro, dá vontade de ir pro céu, de morar lá pra sempre!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Disseram-me que lá não há medos nem sentimentos ruins. Eu tenho tantos medos e tantos sentimentos ruins, uma gama de cores fortes se embassam em meu peito. Ele disse que não quer ir para o céu, mas ele também tem medos. Não como os meus, de menina insegura, indefesa, vulnerável... É um homem, não um menino. Mas tem medo de descobrir, depois de tudo o que viveu, tudo o que lutou, tudo o que abriu mão, que fez escolhas erradas. Viveu bem, não se arrepende, o medo não é bem das escolhas erradas, mas de não ter tempo de refazer o que realmente importa. Se ele pudesse faria tudo de novo e mudaria muitas coisas. É um homem feito, forte, decidido, mas passional. É um bom homem. Eu queria tê-lo no céu junto comigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-4665188643588148391?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/4665188643588148391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=4665188643588148391' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4665188643588148391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4665188643588148391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/12/aquarelas.html' title='Aquarelas'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-296898169161047919</id><published>2008-12-01T18:00:00.001-02:00</published><updated>2008-12-01T18:01:33.701-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Brasília em chuvas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por incrível que pareça, a quantidade de chuva nesses últimos meses não está acima do normal. E ao contrário do que se tem ouvido nas rodinhas de conversas, as chuvas também não chegaram atrasadas, não estão exageradas e... Não! Não há nenhum tipo de anomalia climática. Mas se tem um ponto em que todos têm razão, é que a cidade está um caos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ruas alagadas, não só nas satélites, mas no centro de Brasília, nas L2 sul e norte e nas vias de acesso ao Plano Piloto. Se normalmente a viagem de ônibus já é difícil, lotado, com as pessoas molhadas e as janelas fechadas por conta da chuva fica ainda mais insuportável. Trânsito lento, acidentes, atrasos, problemas sobre problemas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É claro que a chuva colabora, mas antes de existir cidade já existia chuva e todos sabem que é preciso se preparar para essa época. O mesmo deveria ser feito pelas autoridades competentes. Há problemas em vários pontos das cidades, como bueiros entupidos, vias de acesso em obras e asfaltos em péssimo estado de conservação. Sem contar prédios mal conservados com goteiras e infiltrações. Ruim para o motorista e pior ainda para o pedestre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O discurso que as tempestades vieram para compensar a falta de chuva dos meses anteriores, que o clima de Brasília está ficando doido – é o efeito estufa, o buraco na camada de ozônio, o aquecimento global – enfim, todas essas argumentações alarmistas apenas desviam o foco do problema, colocando a culpa no fim dos tempos que se aproxima, ao invés de enxergar as questões reais e cobrar soluções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas coloca a culpa nas chuvas. “É água que não acaba mais!”, escuto sempre. Mas acaba sim. Cada mês tem uma média esperada de quantidade de chuvas. Ainda que tenham acontecido algumas variações para mais ou para menos do que o esperado, foi algo tão pequeno, se comparado ao todo, que não justifica a inquietação. O que de fato aconteceu foram algumas chuvas mais fortes em um momento, o que não indica nenhum tipo de problema no clima. A época de seca vai chegar e as pessoas vão passar a reclamar da baixa umidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então hoje vou sair de casa resignada. Não vou me preocupar se vai ou não chover. Levo uma blusa, um guarda-chuva, e calço um sapato fechado. Contra o clima, dá pra me prevenir, mas e contra a falta de infra-estrutura da minha cidade, o que eu devo levar na bolsa?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Diândria Daia, Março de 2008&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-296898169161047919?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/296898169161047919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=296898169161047919' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/296898169161047919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/296898169161047919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/12/braslia-em-chuvas.html' title='Brasília em chuvas'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-4734628029014656570</id><published>2008-11-11T15:24:00.004-02:00</published><updated>2008-11-11T15:28:52.471-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Será?</title><content type='html'>Quero provar do teu olhar doce&lt;br /&gt;Ser tua mesmo se não fosse&lt;br /&gt;Fazer parte dos teus planos&lt;br /&gt;Serão enganos, enganos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me apaixono sem te conhecer?&lt;br /&gt;Será esse que eu amo o mesmo você?&lt;br /&gt;Será que eu venero uma ilusão?&lt;br /&gt;Alguém com tua cara, inventado pelo meu coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teu mistério me instiga a te aprender&lt;br /&gt;E tenho mania de te conhecer&lt;br /&gt;Quero estar ao teu lado a todo momento&lt;br /&gt;Quem sabe até ler o teu pensamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou te ver, mesmo invisível&lt;br /&gt;Voar nos teus braços&lt;br /&gt;Sonhar com o impossível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se é um engano essa paixão&lt;br /&gt;Não sei se eu quero ou se abro mão&lt;br /&gt;Preciso antes saber o sabor&lt;br /&gt;Preciso, meu bem, provar do teu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Diândria Daia, novembro de 2008&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-4734628029014656570?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/4734628029014656570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=4734628029014656570' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4734628029014656570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4734628029014656570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/11/ser.html' title='Será?'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-7340096204130624199</id><published>2008-08-27T16:25:00.007-03:00</published><updated>2008-08-27T17:11:09.310-03:00</updated><title type='text'>Gramado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SLW0KVYVL2I/AAAAAAAAABk/ia_ZgjJ8ggo/s1600-h/em+gramado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SLW0KVYVL2I/AAAAAAAAABk/ia_ZgjJ8ggo/s400/em+gramado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239291831146327906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No início de agosto fui à Gramado (RS) pela primeira vez, conhecer o Festival de Cinema que acontece por lá. Embarquei com um grupo de vinte pessoas da faculdade que se juntaram para um projeto em torno do festival. &lt;br /&gt;Chegando em Gramado, eu era a típica turista. Queria tirar foto com tudo e com todos! E descobria coisas novas a cada esquina. Primeiro descobri qual a sensação de ser uma cebola. Eram camadas e camadas de blusas de frio. Não me esqueci de nada: cachecol, luva, toca, meia, casaco e várias blusas longas de algodão e de lã. Se o tempo esquentava ou se entrava num restaurante, lá ia eu tirar as minhas camadas. Depois, na hora de sair, era só vir um ventinho e lá ia eu, vestir as minhas camadas.&lt;br /&gt;Descobri também novas paisagens e andei pelas belas ruas de Gramado, onde as residências, bancos e cafés se parecem mais com casinhas de bonecas. Vi as serras, as hortênsias e também os gramados. Sim, vi gramados em Gramado (muita gente me perguntou isso). &lt;br /&gt;Matei saudade da neblina e das chuvas que há tempos não vejo por aqui em Brasília. Sei que o tempo delas por aqui vai chegar, mas aproveitei bastante enquanto eu estava lá. Soltava fumacinhas nas conversas e nas gargalhadas, corri pra chuva e depois corri da chuva. &lt;br /&gt;Curti cada minuto da linda cidade que se descortinava à minha frente. Provei os vinhos, chocolates, fondue, queijos, capelleti, chimarrão. Eu não queria que nada passasse por mim sem que eu provasse. Fiz novos amigos por lá, alguns de perto que estavam longe, outros de longe que agora estão um pouco mais perto. E por fim descobri novas saudades por aqui. Juro que eu não sabia que ia sentir tanta falta assim. Só que voltei e ainda estou longe. A saudade continua. Deixa estar. Uma hora passa, ele volta ou a gente esquece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sobre o festival? Maravilhoso!! Mas isso merece um outro texto, que logo logo coloco por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-7340096204130624199?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/7340096204130624199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=7340096204130624199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/7340096204130624199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/7340096204130624199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/08/gramado.html' title='Gramado'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SLW0KVYVL2I/AAAAAAAAABk/ia_ZgjJ8ggo/s72-c/em+gramado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-6992342077011950138</id><published>2008-07-20T23:13:00.004-03:00</published><updated>2008-07-20T23:47:07.946-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Popular como uma novela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu estava dentro do ônibus, indo para faculdade, quando entra uma senhora e senta-se à minha frente. Eu pensava tantas coisas que nem notei sua presença no início. Aspirantes a jornalistas, ainda hoje, têm dentro de si um desejo de mudar o mundo. Acredito que isso tenha movido Chateaubriand, Oswald de Andrade ou Carlos Lacerda. Mas talvez hoje não sejamos tão idealistas quanto os colegas do passado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estar na faculdade, para mim, é parte dessa necessidade de fazer algo diferente. Algo que vá além de nascer, crescer, trabalhar e morrer. Se eu disser “marcar a história” ou “mudar o mundo” me parece muito prepotente, utópico, mas é um pouco isso. Querer fazer bem para as pessoas e para sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não era sobre isso que eu vinha pensando. Eu enumerava as várias coisas que tinha de fazer assim que chegasse à faculdade. Quando a senhora em minha frente atende ao celular e diz bem alto: “Saí mais cedo do trabalho para ver a novela. Não posso perder o último capítulo”. Ela disse isso em meio a um amontoado de frases que não notei, mas essa saltou aos meus ouvidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O foco dos meus pensamentos começou a girar em torno daquela frase e permeou o resto da minha viagem. Vejam, a mulher havia mudado sua rotina por conta de uma novela. Muitas pessoas assistem a novelas, tipo de programa que é fenômeno de audiência na televisão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passei a imaginar a rotina de trabalho daquela senhora. Talvez ela tivesse deixado algumas coisas para o dia seguinte, acumulou serviço, prejudicou alguém que dependia de seus préstimos. Talvez ela tenha adiantado o serviço, ou simplesmente saiu e ninguém daria conta de seu adiantamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De qualquer forma ela havia mudado sua rotina por um acontecimento que, portanto, devia ser importante. Então, eu encho minha boca de frases típicas de aspirantes a jornalista e digo que novela não é algo importante. Eu poderia julgar aquela senhora como fútil, ignorante ou manipulada pelas artimanhas da tv em busca de audiência. Mas não é isso que me importa agora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu quero saber o que tem naquela novela – ou em outras – para mexer assim com os interesses das pessoas. Imagino que, no caso da mulher no ônibus, não foi algo que deva tê-la marcado para o resto da sua vida. Antes de acabar a próxima novela ela já não se lembrará dos conflitos do último capítulo que assistiu naquele dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como aquela senhora, muitas pessoas dão mais atenção a novelas do que a outros assuntos do dia-a-dia. E calculo, em pensamento, quantas pessoas saem do trabalho mais cedo, por exemplo, para ajudar o filho com os trabalhos da escola.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso que meu interesse não é científico. De posse dessa informação – se eu a tivesse – talvez eu não mudasse o mundo e nem manipulasse pessoas ou informações. Certamente eu a usaria para fazer mais uma coisa comum aos atuais aspirantes a jornalistas: Aparecer. Chamem de desvio de caráter, se quiser, mas eu sei que não sou a única que gosto de ser elogiada, reconhecida e considerada. Esse pode ser um primeiro passo para marcar os dias atuais. Se eu for notada, talvez alguém me dê ouvidos. É isso. Eu queria ser tão querida e tão ouvida quanto uma novela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Diândria Daia, abril de 2008&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-6992342077011950138?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/6992342077011950138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=6992342077011950138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/6992342077011950138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/6992342077011950138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/07/popular-como-uma-novela.html' title='Popular como uma novela'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-7671603685978024260</id><published>2008-07-13T22:19:00.002-03:00</published><updated>2008-07-13T22:25:27.021-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Alento</title><content type='html'>Passo os dias sem pensar demais&lt;br /&gt;Vivo a rotina que se impõe a cada manhã&lt;br /&gt;Dia que nasce e mais tarde se desfaz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sem querer lembro-me de alguém&lt;br /&gt;Memória traiçoeira que vem sem avisar&lt;br /&gt;Traz lembrança que me tira o ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só lembrar já não me satisfaz&lt;br /&gt;O desejo que me invade é encontrar&lt;br /&gt;Preciso ver, tocar, estar presente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saciar a angústia que essa falta me faz no momento&lt;br /&gt;Porque a distância é tormento&lt;br /&gt;E só um certo semblante é meu alento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Diândria Daia, julho de 2008&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-7671603685978024260?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/7671603685978024260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=7671603685978024260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/7671603685978024260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/7671603685978024260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/07/alento.html' title='Alento'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-4127227131067851046</id><published>2008-07-09T22:57:00.007-03:00</published><updated>2008-11-13T05:06:13.915-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Menina de olhos verdes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SHgJ2P7qzSI/AAAAAAAAABc/Q24112B4Zo0/s1600-h/olhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221934595530476834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 460px; CURSOR: hand; HEIGHT: 163px; TEXT-ALIGN: center" height="157" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SHgJ2P7qzSI/AAAAAAAAABc/Q24112B4Zo0/s400/olhos.jpg" width="488" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SHgJfp4PbNI/AAAAAAAAABU/2ryzEhzQ1tw/s1600-h/olhos.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Inspirada no poema “Esperança” de Mário Quintana*&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lá bem do alto do segundo andar de sua casa, ela grita para sua amiga que suba para brincar. Aquela porta existe para existir, e não para abrir. Mas isso não impede a menina, que voa com sua boneca até a sacada, e encontra sua imaginária companheira de aventuras. Como num estalo, tudo fica estático. A casinha de bonecas é abandonada e a menina se levanta para chamar sua vizinha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não que se sentisse só. Nem mesmo porque precisasse de companhia ou de mais personagens. Talvez pela necessidade que têm as crianças de espalhar da sua ternura e alegria ao redor. Sim, elas não se contentam em ser alegres sozinhas... já notou como as crianças precisam se esparramar pela casa, invadir os quartos, chamar a atenção de todos a sua volta? Precisam gritar e correr pela rua, de preferência aos bandos, para a balbúrdia ser maior. Precisam se mancomunar com outros coleguinhas naquele fôlego infinito de rir e fazer rir, de brincar e de aprontar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estou ainda mais certa: não precisaria existir mais ninguém naquele cenário. Mas ela levantou-se numa decisão impetuosa e puxou para si, com aquele ar de cumplicidade, uma participante para sua brincadeira. A vizinha, tão pequena quanto a anfitriã da bela casa já citada, não diz muitas palavras. Tímida, mas com um largo sorriso no rosto, sabe o que fazer. Bonecas em riste, põe-se a vesti-las, a compor sua outra casa e assim, em poucos minutos, está continuada a brincadeira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A boneca anterior não prestava mais, porque tinha-se rasgado – que empecilho insignificante. Surge logo outra boneca, mais bela que a anterior. Vestem-se de ricas roupas, andam de carro ou de cavalo, sobem e descem da casa. Brincam na cama, preparam uma nova cozinha – tudo pequenininho, mas bem arrumadinho. São brinquedos de papel, recortados – às vezes rasgados mesmo – de revistas, jornais, propagandas ou do que mais cair nas mãos daquelas traquinas, desde que tenham cores, imagens e princesas e casas, e roupas e brinquedos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E brincam de ser gente grande. Contudo, nenhuma das duas se importa com as contas a pagar, com as brigas dos adultos, nem com as más notícias da TV. Ali, naquele canto do quintal, frente ao portão enferrujado entreaberto, sentadas num chão sujo, encostadas num sofá velho e rasgado, elas ignoram a realidade. Tão distantes estão da violência diária, do desemprego, da fome no Sertão, das doenças na África, da corrupção no Governo ou da ausência de seus pais. Criaram um universo paralelo, um mundinho tão frágil quanto o material de seus brinquedos improvisados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ali, no cantinho do quintal, as amigas vizinhas não se importam se no último natal não ganharam bonecas, ou se no próximo aniversário trocarão algumas roupas por novas, ou se no dia da criança alguém vai lembrar que é o seu dia. Talvez nem elas mesmas se lembrem, se ninguém falar, do alto da inocência das crianças. Não... ali nada disso faz diferença, porque é um espaço incomum. É aqui, mas fora daqui. Perto dos olhos, mas longe de nossas vistas. É um lugar imaginário, criado por aquelas meninas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pobres meninas. Minha esperança é que de tanto brincar, aprendam a criar esse mundo também fora delas mesmas. Construir um “aqui fora” melhor, ou pelo menos viver bem – incluindo tudo o que se diz viver – apesar das voltas dessa vida dura. Mas para quê lamentar a vida agora? Outra vez criança, um sorriso nasce em meu rosto ao olhar para essas meninas. E espero, simplesmente, espero.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Diândria Daia, Outubro, 2007 &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-4127227131067851046?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/4127227131067851046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=4127227131067851046' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4127227131067851046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4127227131067851046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/07/menina-de-olhos-verdes.html' title='Menina de olhos verdes'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SHgJ2P7qzSI/AAAAAAAAABc/Q24112B4Zo0/s72-c/olhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-4331832777978133595</id><published>2008-07-07T21:39:00.012-03:00</published><updated>2008-11-13T05:06:14.108-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesias'/><title type='text'>Hora de saltar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SHPQ4DsM1TI/AAAAAAAAAA8/2t8lLdjn6ns/s1600-h/saltar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220746054534485298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SHPQ4DsM1TI/AAAAAAAAAA8/2t8lLdjn6ns/s200/saltar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Na janela do coletivo&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;às vezes o olhar se perde&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;e o pensamento voa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As luzes vão passando depressa&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E dá vontade de sair de mim e passear entre os carros &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;e as casas e os prédios e os postes no horizonte&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E ver o invisível, conhecer o desconhecido&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Desvendar o mistério da noite e saber de coisas&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;que ninguém mais sabe e nem saberá&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dá vontade de ser grande, dá vontade de voar&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas meu pé ainda está no chão&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E o freio brusco mostra que chegou&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dou sinal, caminho até a porta&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Hora de saltar &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Diândria Daia, julho de 2008&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-4331832777978133595?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/4331832777978133595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=4331832777978133595' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4331832777978133595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4331832777978133595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/07/hora-de-saltar.html' title='Hora de saltar'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SHPQ4DsM1TI/AAAAAAAAAA8/2t8lLdjn6ns/s72-c/saltar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5484488735062980491.post-4012381211376697271</id><published>2008-07-06T21:53:00.002-03:00</published><updated>2008-11-13T05:06:14.308-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>O arquiteto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SHPLJFlVTLI/AAAAAAAAAAs/ACF2O2NZnig/s1600-h/building.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220739750030560434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SHPLJFlVTLI/AAAAAAAAAAs/ACF2O2NZnig/s320/building.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas operadoras de celular só nos causam problemas. Não é à toa que são campeãs de reclamações e processos na justiça. Se sofro de amor hoje, a culpa é de uma delas. Foi há uns meses atrás. No caminho para casa, ao descer do ônibus, recebo uma mensagem da operadora: bônus para falar de graça. Nada de grandioso, apenas alguns minutos de ligação, mas fiquei animada, e já fui caminhando sorridente para casa, pensando que coisas pequenas podem alegrar o dia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entrei na rua do meu condomínio e vi uma faixa simples, sem adereços, sem nada, apenas dizendo "arquiteto, faço projetos" e o telefone de contato – evidentemente um celular. Lembrei que mamãe gostava dessas coisas de projetos de casa. Ela mesma fez o projeto da nossa, coisa amadora, claro, mas tinha plantas e até maquete de isopor, imagine! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensei comigo o quanto um projeto desses seria caríssimo. E decidi ligar só pra saber. Caro leitor, se não fosse o referido presente da operadora, juro, não tinha ligado. Mas eu ia ligar de graça e só pra fazer graça. Ia saber o valor, agradecer, desligar o telefone e continuar minha vidinha pacata. Liguei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde, gostaria de saber o preço do projeto?&lt;br /&gt;- Sim, mas como chegou ao meu número?&lt;br /&gt;- Em uma faixa, na Vicente Pires.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A conversa se desenrolou rápido, mas logo deu para perceber que o arquiteto era muito educado e simpático. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Projeto para residências custa sete reais.&lt;br /&gt;- Sete reais? – Espantei-me em alto e bom tom. – Mas só sete reais para o projeto de uma casa? – E o rapaz confirmou que era isso mesmo, mas emendou, meio sem jeito:&lt;br /&gt;- Bom, sete reais é o valor dos desenhos. O projeto completo mesmo custa 14 reais.&lt;br /&gt;- Mas eu só queria o desenho, mesmo, e sete reais eu posso pagar. Como faz?&lt;br /&gt;- Estou perto, ainda hoje posso ir até sua rua. Qual é o endereço? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Detalhes da visita acertados, cheguei em casa, borbulhando de alegria e contei para minha mãe que um arquiteto passaria lá para fazer um desenho pra nossa residência, por apenas sete reais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É claro que minha mãe não acreditou: "sete reais não paga nem a gasolina", disse ela. Se eu tivesse ponderado, concordaria, mas eu acabara de falar ao telefone com o arquiteto e como ele já estava a caminho, e eu muito feliz com a idéia de ter um desenho técnico da minha casa, nem me importei com a possível confusão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certa vez ouvi uma frase que dizia que se algo tem chance de dar errado, certamente vai dar. Pouco tempo depois, um rapaz jovem, lindíssimo e muito educado chegou à minha casa. Sentou-se, oferecemos algo para beber e iniciou o assunto do desenho. Entre sorrisos e ótimas sugestões para os espaços internos da minha casa, o jovem arquiteto comentou que o desenho seria apenas sete reais por metro quadrado. Minha cara foi completamente ao chão. Acho que eu nem conseguia mais olhar para o arquiteto, tamanha vergonha. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mamãe na sala, mais empolgada que eu com a idéia, parecia não se abater com a cena que se seguia, e ficou puxando papo com o arquiteto, ao invés de mandá-lo logo embora. O simples desenho daria em média uns setecentos reais ou mais. Eu certamente não tinha aquele dinheiro e se tivesse não estava disposta a gastar com aquele propósito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas também, que tola! Qualquer simples mortal raciocinaria que o valor que o arquiteto cobra é por metro quadrado. Todo mundo sabia, desde o começo que não era apenas sete reais. Até meu eventual leitor. Até o infeliz bônus da operadora de celular foi mais do que isso. O rapaz finalmente foi embora e eu estava certa que nunca mais o veria e que logo me esqueceria de tamanha vergonha que passei, fazendo o rapaz perder seu tempo e sua gasolina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Domingo, como todos os outros, fui à igreja, já superado o caso de dois dias atrás. Qual não foi minha surpresa ao ver ali o arquiteto, ao vivo, a cores e com toda simpatia e beleza que cercavam aquela figura! Era impossível não ir cumprimentá-lo. Descobri que ele freqüentava as reuniões já há algum tempo e pensei “como não o vi antes?”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na semana seguinte o tal arquiteto me telefona. Achou feliz a coincidência do domingo e me convidou para sair para tratar do projeto. O coração bateu forte. É claro que aceito! Eu disse logo. Como não sairia com aquele rapaz encantador, que o destino tratou de colocar no meu caminho uma segunda vez?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tem mulher que é meio boba assim mesmo. Basta um olhar - às vezes sem nenhuma intenção - que já cai de amores. Pensei mil vezes, por que ele havia decido um encontro apenas comigo em uma lanchonete no shopping, ao invés de tratar com minha mamãe em casa ou noutro lugar menos sugestivo? Bobagem da minha cabeça, eu respondia. Até que me "caiu a ficha": como é que eu ia falar de um projeto que eu não ia fazer? A vergonha haveria de ser ainda maior que da primeira vez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensei bastante e concluí que eu não tinha deixado claro que não levaria a tal idéia adiante. "E se o rapaz quer apenas o pão de cada dia? Fico eu aqui numa ilusão ridícula e ainda pago um belo mico." Estava decidido: eu não trataria de nada com o rapaz. Liguei novamente, desmarquei o encontro e expliquei que não faria o projeto, da forma mais cordial que encontrei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estava aliviada, e o caso resolvido. Bom, isso se eu não encontrasse o tal rapaz toda semana. Parece que depois do ocorrido, na igreja a única pessoa que esbarrava comigo era o tal arquiteto. Sempre lindo, e sempre educadíssimo. Sabe aquelas pessoas que são tão educadas que você fica pensando que tem que ter algo por trás de tanta simpatia? Ele era assim, ouvia o mais ridículo comentário com muita atenção e sorria sempre. Olhava nos olhos, cumprimentava a cada oportunidade. Apaixonei-me. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era um amor platônico, porque em pouco tempo não tinha mais projetos e nem coincidências a serem tratadas. Não tinha assunto e nem eu sabia como me portar. A gente fica bobo quando cai nessas de amores. Passado algum tempo o rapaz desaparece. Com apuro jornalístico e discrição ímpar, descubro que foi morar no interior do Paraná e que não pretende voltar para Brasília. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E agora fico aqui morrendo de amor mais platônico ainda. Culpa daquela meleca de operadora. Se não tivesse me dado o bônus infeliz logo naquele dia, logo na frente daquela faixa!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Por Diândria Daia, outubro de 2007&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5484488735062980491-4012381211376697271?l=didaia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://didaia.blogspot.com/feeds/4012381211376697271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5484488735062980491&amp;postID=4012381211376697271' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4012381211376697271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5484488735062980491/posts/default/4012381211376697271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://didaia.blogspot.com/2008/07/o-arquiteto.html' title='O arquiteto'/><author><name>Diândria Daia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06290521661248181864</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nExHNmpSG-Y/SHPLJFlVTLI/AAAAAAAAAAs/ACF2O2NZnig/s72-c/building.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
